A Verdadeira História dos Transformers: Parte 1 – A Origem e a 1ª Geração

Logo depois que postei a revisão dos toys de Transformers: Dark of the Moon lançados pela Burger King, percebi que vários visitantes dos blog realizaram pesquisas procurando por informações sobre os personagens e a história dos Transformers.
Sendo assim, resolvi pesquisar sobre esses temas, para assim poder criar um post pro blog. Contudo, durante a pesquisa, reencontrei um artigo que eu havia lido há pouco mais de um ano, intitulado A Verdadeira História dos Transformers.
Este ótimo artigo foi escrita por  Thiago Colás, dividida em duas partes, e publicada em 2009 no site HQ Maniacs.
A seguir, vocês podem conferir a 1ª parte na integra, com mínimas modificações:
Com fim da trilogia cinematográfica dos Transformers, é hora de desenterrar o passado desta fantástica série de desenhos animados e quadrinhos, que sobrevive há mais de 25 anos, assumindo várias formas e impressionando o mundo inteiro. Acompanhe nesta série de duas reportagens, a verdadeira história dos robôs gigantes, desde o seu início.
Como Tudo Começou
A história é uma velha conhecida: empresa cria/importa uma linha de brinquedos e encomenda uma série de quadrinhos/desenho animado como parte da estratégia de marketing. Na esmagadora maioria dos casos, as séries são descartáveis e desaparecem sem deixar rastros. Outras vezes elas atingem um status cult e sobrevivem, como He-Man, Zillion e Caverna do Dragão. Transformers é apenas o representante mais forte, conhecido e significativo desse segundo tipo, tendo se tornado uma das mais reconhecidas franquias do mundo do entretenimento, com várias séries, edições de quadrinhos, linhas de bonecos e agora nos cinemas.
E tudo isso começou em 1984, quando a Hasbro, a maior empresa de brinquedos do mundo, se uniu à japonesa Takara, para explorar os direitos sobre duas linhas de bonecos-robôs: Micro Change e Diaclone. Com uma linha de bonecos, mas sem uma história por trás para atrair os jovens clientes, a Hasbro encomendou à Marvel Comics um enredo qualquer que explicasse quem eram tais robôs e o porquê lutavam. Foram Jim Shooter (na época, editor-chefe da Marvel) e Dennis O´Neil que criaram toda a história por trás da guerra, enquanto o escritor da Marvel UK, Bob Budiansky, criou os perfis e nomes dos personagens restantes. Ficou por conta do ilustrador Floro Dery criar os esquemas e guias visuais para os quadrinhos e, futuramente, desenhos animados da série, tendo como base os próprios bonecos e ilustrações nas caixas de brinquedos. Assim, junto com a linha de brinquedos, foram lançados a primeira série em quadrinhos pela Marvel e o desenho animado, produzido pela Sunbrow Productions. E assim começou uma lenda…
Diaclone e Micro Change da Takara
Quadrinhos da Marvel e Cena do Desenho Animado
A História de Cybertron
Existem duas histórias diferentes para a origem de Cybertron, uma de acordo com a cronologia dos quadrinhos da Marvel, e outra de acordo com os desenhos animados. Por incrível que pareça, a Hasbro decidiu que ambas são origens reais e válidas, e uma boa dose de criatividade é necessária para que essas origens, diferentes entre si, possam ser consideradas como pertencentes à mesma cronologia.
Na cronologia dos desenhos animados, a principal nessa matéria, Cybertron antigamente era um planeta deserto que a raça alienígena conhecida como Quintessons usava como fábrica para seus utensílios e equipamentos militares. Nessa versão da história, o principal responsável pela inteligência artificial e personalidade dos Transformers é o supercomputador Vector Sigma. Depois de anos de escravidão, os Transformers finalmente se rebelaram e tomaram o planeta para si, batizando-o de Cybertron e proclamando a si mesmos como uma forma de vida.
Cybertron, Quintesson e Vector Sigma
Já a história da Marvel é bem mais complexa e cósmica do que a anterior. No passado mais distante, antes do nosso universo existir, havia Unicron. Com o objetivo de destruir todo o universo conhecido e conseguir a paz que apenas a total ausência de vida pode gerar, Unicron começou a devorar todos os planetas e formas de vida existentes, e até mesmo o material de que o próprio universo é composto. Após destruir tudo, e satisfeito com a paz que conseguiu, Unicron pode hibernar. O que ele não contava é que durante seu sono, os microscópicos fragmentos do universo que ainda restavam reagiram um com o outro, dando origem ao Big Bang e a criação de um novo universo.
E junto com esse novo universo, surgiu um novo ser, Primus, um guerreiro de luz cujo objetivo era derrotar Unicron e garantir que esse novo universo pudesse sobreviver. Foram inúmeras batalhas, com várias vidas sendo perdidas cada vez que combatiam. Tentando proteger esse universo, Primus levou a batalha ao Plano Astral, e depois, em uma jogada suicida, trouxe a batalha de volta ao plano físico, mas sem que ambos conseguissem recriar seus corpos. Assim, tanto Unicron quanto Primus ficaram presos em asteróides, de maneira a tornar o destruidor de universos inofensivo.
Infelizmente, a tática não deu certo. Ao longo das eras, Unicron se tornou capaz de manipular a estrutura atômica do asteróide em que estava preso, transformando-o em um planeta metálico e, depois, aprendendo a assumir uma forma metálica gigante, semelhante a que possuía anteriormente. Primus também aprendeu a manipular o asteróide em que se encontrava, mas decidiu mudar sua estratégia de luta. Ele transformou seu próprio corpo no planeta metálico chamado Cybertron, e, como um deus, criou os Transformers para habitarem seu mundo, ganharem poder, e um dia, derrotarem Unicron completamente. Nessa versão da história, um fragmento de Primus se tornou a Matriz Autobot da Liderança, aquilo que permitiu aos Transformers se reproduzirem, criando outros como eles mesmos foram criados.
Formas Astrais e Robóticas de Unicron e Primus
Em ambas as versões, a história se une nesse ponto, onde duas castas surgiram em Cybertron: os Autobots, cientistas e pesquisadores, e os Decepticons, os militares. Com fome de poder, os Decepticons começaram uma guerra contra os Autobots pela liderança de Cybertron. Uma guerra civil que foi ganha pelos Autobots, quando esses desenvolveram a habilidade de assimilar uma segunda forma e se transformar. Porém, ao longo do tempo, os Decepticons também ganharam tal habilidade, e a guerra recomeçou. Dessa vez, durante cinco milhões de anos as duas facções batalharam entre si, gastando quase toda a energia que o planeta possuía. Uma nave espacial Autobot, a Arca, foi enviada em uma expedição para buscar novas fontes de energia, mas foi atacada por uma nave militar Decepticon, Nemesis. Na batalha, ambas caíram na Terra, ainda em sua pré-história, e os robôs em seu interior entraram em hibernação.
Insígnias Autobot e Decepticon
Os Transformers
Foram quatro milhões de anos de hibernação até que eles despertassem novamente em 1984, num mundo em que a humanidade já havia dominado a Terra. Os sensores das naves escanearam as máquinas terrestres e implantaram suas formas nos Transformers hibernantes, de maneira que eles tivessem uma forma alternativa capaz de circular pelo planeta discretamente. E assim, a grande guerra continuou, com os Decepticons tentando absorver todos os recursos terrestres, transformá-los em uma forma de energia pura chamada Energon, e destruir a humanidade para criar uma nova base, enquanto os Autobots tentam impedi-los, protegendo a humanidade. Ambos os lados ganharam aliados humanos (universalmente odiados pelos espectadores, incluindo este que vos fala), mas os astros da série sempre foram os robôs, e novos modelos foram aparecendo ao longo da série, juntando-se aos favoritos de todos.
Personagens
Uma série só é tão boa quanto forem seus personagens, e, apesar de robôs, os Transformers eram carismáticos, cheios de personalidade e tão diferentes entre si que cada um tinha seu favorito.
Começando diretamente por Optimus Prime, ou Líder Optimus, como ficou conhecido por aqui. Optimus era o herói em estilo clássico, nobre, justo, sempre certo, poderoso, inspirador, e por aí vai. Apesar de seguir o estereótipo do líder dos heróis como o Capitão América ou o Superman, Optimus conseguia impor respeito sobre todos os outros Transformers e naquele monte de pirralhos correndo na frente da televisão. Sem falar que aquela forma de caminhão dele era muito linda.
Bumblebee era o queridinho de todo mundo. Quem era moleque naquela época TINHA um boneco do fusquetinha amarelo, ou queria ter um desesperadamente. Bumblebee podia ser o pequenino do grupo, mas estava sempre lá, no combate, lado a lado com os grandões. E as crianças pequenas adoravam a idéia. Vai ver que é por isso que até hoje nos animes sempre tem um baixinho invocado e poderoso.
Optimus Prime e Bumblebee
Um caso clássico de confusão agora: existiam dois Autobots com nomes bem semelhantes para os ouvidos brasileiros: Brawn e Prowl. Colocando os pingos nos is: Brawn era o Landrover briguento, e Prowl era a viatura, sério e racional. Um monte de gente trocava o nome dos dois o tempo todo na época, e trocam até hoje. Confusão natural, infelizmente.
E agora umas palavrinhas sobre o meu favorito: Grande, bruto, pouco inteligente, agressivo, estúpido, selvagem… Eu já falei pouco inteligente? Ainda assim, era, e ainda é, meu personagem favorito dos Transformers. Eu me lembro (bem vagamente) de quando eu era criança e gritava “Mim Grimlock chuta traseiros enquanto fazia exatamente isso nos meus anos de pré-escola. Apesar de tudo, era confiável, o líder dos Dinobots e tinha aquela forma de tiranossauro simplesmente fantástica.
Os Dinobots: Grimlock, Slag, Sludge, Snarl e Swoop
Do lado dos vilões os maiores destaques eram três. O líder, Megatron, acima de todos. Com a atitude clássica do general vilão dos desenhos da década de 1980, Megatron foi um dos raros (para não dizer o único) que conseguiu matar o líder dos heróis durante a série (tudo bem, ele ressuscitou depois, mas ficou morto um tempão antes disso). Um momento que, quem lembra, ainda chora.
Starscream, como o segundo em comando, traiçoeiro e mentiroso, também era fantástico. E nem destruído ele parou quieto, já que uma mutação na centelha (a “alma” dos Transformers) dele garantiu que Starscream passasse a eternidade como um fantasma capaz de possuir as máquinas da mesma maneira que fantasmas de terror possuem seres humanos.
Megatron e Starscream
E por último na lista de destaques, não um, mas cinco Transformers: os Constructicons. Cinco robôs que se transformavam em veículos de construção, mas capazes de se combinar em uma única máquina gigante, o Devastador. O Devastador foi apenas o primeiro dentre os chamados Gestalt (robôs capazes de se combinar entre si), mas com certeza foi o mais impressionante de todos, e mora ainda na mente dos fãs.
Os Constructicons: Long Haul, Bonecrusher, Mixmaster, Hook, Scavenger e Scrapper, se unem e formam Devastator
E este artigo fica por aqui. No próximo, as novas séries americanas de quadrinhos e as novas animações.
Thiago Colás

Thiago Colás é jornalista e apresentador do programa Hora 13, exibido aos sábados as 21 horas na Alltv, e na página do Facebook http://www.facebook.com/hora13.

Um comentário sobre “A Verdadeira História dos Transformers: Parte 1 – A Origem e a 1ª Geração

  1. ésqueceu de falar dos primes que o primus criou para ajudar na derrota de unicron ai o mal supremo transformou um dos primes no the fallen o primeiro decepticon

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s